Tratamento de Sinusite Crônica em Saúde, São Paulo: por que a sua sinusite sempre volta

Você já tomou antibiótico mais de uma vez este ano e o quadro sempre volta. Sinusite crônica não é uma sequência de crises: é uma inflamação que nunca parou.

Sinusite crônica é a inflamação do nariz e dos seios da face que persiste por mais de 12 semanas. Atinge 5,51% da população da cidade de São Paulo, mais de 500 mil pessoas, segundo Pilan e colaboradores (Rhinology, 2012). Tratar apenas as crises não interrompe o ciclo.

Se a sua sinusite dura mais de 12 semanas ou volta várias vezes por ano, o problema deixou de ser cada crise e passou a ser o que as produz. A Dra. Paula Liziero é MÉDICA otorrinolaringologista (CRM-SP 194879, RQE 91058) e atende pacientes de Saúde no consultório em Moema, São Paulo. Na avaliação, ela investiga a causa com nasofibrolaringoscopia feita no próprio consultório e, quando indicado, com tomografia dos seios da face, para então definir o tratamento clínico ou cirúrgico.

O que inclui o tratamento de sinusite crônica em Saúde?

Por onde começa o tratamento da sinusite crônica?

O tratamento da sinusite crônica começa pela nasofibrolaringoscopia, e não pela receita. As Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites (ABORL-CCF, 2008) classificam o exame como “obrigatório na avaliação e tratamento de pacientes com sintomas persistentes, recorrentes ou crônicos”. O que ele mostra define se a conduta é clínica ou cirúrgica.

Tratar só a crise alivia por algumas semanas, e o quadro volta porque a causa continua no lugar. A nasofibrolaringoscopia é feita no próprio consultório em Moema, e as cirurgias acontecem em hospitais credenciados acessíveis a quem mora em Saúde.

Nasofibrolaringoscopia

Uma câmera fina mostra, em tempo real, o que está bloqueando a drenagem dos seios da face: desvio de septo, cornetos aumentados, pólipos ou inflamação da mucosa.

Interpretação da tomografia dos seios da face

Termos como pansinusopatia e espessamento mucoso assustam, mas a imagem isolada não fecha nem descarta o diagnóstico.

Tratamento clínico da sinusite crônica

Corticoide tópico nasal, lavagem nasal em volume adequado e controle do que mantém a inflamação, com a técnica de aplicação ensinada na consulta.

Cirurgia endoscópica dos seios da face

Também chamada de sinusectomia ou FESS, é indicada quando o tratamento clínico bem conduzido falha, e não como primeira escolha.

Investigação da causa estrutural

Desvio de septo, hipertrofia de cornetos e pólipos nasais estreitam as vias de drenagem e mantêm o ciclo de crises.

Rinite e condições associadas

Quem tem rinite diagnosticada tem cerca de cinco vezes mais chance de ter sinusite crônica, e tratar uma sem tratar a outra costuma não resolver.

Por que a sua sinusite não passa? Tratamento de sinusite crônica em Saúde

O que é sinusite crônica e a partir de quando ela é considerada crônica?

Sinusite crônica, cujo nome técnico é rinossinusite crônica, é a inflamação da mucosa do nariz e dos seios da face que persiste por mais de 12 semanas. Abaixo de quatro semanas o quadro é agudo. Esse critério de tempo vem das Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites (ABORL-CCF, 2008).

A distinção importa porque o tratamento muda. Na forma aguda, a infecção é o problema central. Na crônica, o problema central é a inflamação que não cede e o que a mantém. Um dado do estudo de Pilan e colaboradores (Rhinology, 2012) explica a confusão: em São Paulo, 16,55% das pessoas relatam já ter recebido diagnóstico médico de sinusite, enquanto 5,51% preenchem os critérios de sinusite crônica. E 45,6% das que tinham diagnóstico formal não sabiam dizer se era aguda ou crônica.

Por que a minha sinusite sempre volta mesmo depois do antibiótico?

A sinusite volta porque o antibiótico trata a infecção do episódio, não o bloqueio que a produziu. Os seios da face drenam por aberturas estreitas chamadas óstios. Quando a mucosa inflama, elas se fecham, o muco fica retido e o ciclo recomeça. As Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites (ABORL-CCF, 2008) classificam o antibiótico como coadjuvante na forma crônica.

A afirmação das diretrizes é direta: “não existe na literatura, nenhum estudo randomizado placebo controlado sobre a eficácia do antibiótico no tratamento da RSC”, sendo RSC a sigla de rinossinusite crônica. Por isso a investigação procura o que mantém a obstrução, como desvio de septo, hipertrofia de cornetos ou pólipos nasais, que só aparecem em exame específico. Mais sobre o quadro na página de sinusite crônica.

Esses sintomas são o seu caso? Quando a avaliação é indicada

A avaliação para sinusite crônica é indicada quando os sintomas passam de 12 semanas e a pessoa reconhece a maior parte do conjunto abaixo. Pela avaliação SNOT-20 reproduzida nas Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites, três dos cinco sintomas de maior impacto na qualidade de vida não são nasais: fadiga, má qualidade do sono e cansaço ao acordar.

Verifique quantos destes itens descrevem a sua rotina:

  • Sintomas há mais de 12 semanas
    Obstrução nasal, secreção espessa ou gotejamento pós-nasal que não cessam por completo entre uma crise e outra.
  • Mais de um ciclo de antibiótico no mesmo ano
    Contar quantas caixas você tomou nos últimos doze meses costuma ser a medida mais honesta do problema.
  • Olfato reduzido
    Perda progressiva do cheiro e, com ele, do paladar, muitas vezes percebida só quando alguém comenta.
  • Pigarro e limpeza de garganta constantes
    O gotejamento pós-nasal piora ao falar por tempo prolongado, o que atrapalha quem trabalha falando.
  • Cansaço ao acordar
    Sono fragmentado por respiração bucal noturna, frequentemente atribuído à rotina e não ao nariz.

A sinusite crônica atrapalha tanto assim ou eu estou exagerando?

A sinusite crônica tem impacto medido em qualidade de vida. Avaliados pelo questionário SF-36, esses pacientes relatam mais dor corporal e pior funcionamento social do que pacientes com DPOC, insuficiência cardíaca congestiva, diabetes insulino-dependente ou artrite reumatoide, segundo Gliklich e Metson (1995), citado pelas Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites.

Nos números brasileiros do questionário SNOT-22, validado por Kosugi e colaboradores (Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, 2011), quem não tem doença nasossinusal pontua em média 11,42, enquanto pacientes em pré-operatório pontuam 62,39. E mesmo pacientes ambulatoriais, sem indicação cirúrgica, pontuam 53,8. O caso considerado leve sofre quase tanto quanto o caso cirúrgico.

Quando vale a pena parar de adiar e procurar um otorrino em Saúde?

Vale procurar avaliação quando os sintomas nasais passam de 12 semanas, quando há três ou mais episódios de sinusite por ano, ou quando o alívio depende de medicação repetida. As Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites registram que os corticosteroides injetáveis “não oferecem segurança no controle de reações adversas, além da falta de evidência científica”.

Seis sinais indicam que a investigação é o próximo passo:

  • Sintomas nasais por mais de 12 semanas
    Obstrução, secreção ou gotejamento que persistem, mesmo com lavagem nasal e spray.
  • Três ou mais episódios de sinusite por ano
    A repetição indica que existe um fator mantendo o quadro.
  • Uso repetido de antibiótico
    Mais de dois ciclos no mesmo ano para o mesmo problema pede investigação da causa.
  • Uso de corticoide injetável para aliviar as crises
    Prática difundida e não indicada para o quadro pelas Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites.
  • Perda de olfato que não retorna
    Redução do cheiro que se mantém fora das crises.
  • Laudo de tomografia com termos que você não entende
    Expressões como espessamento mucoso ou pansinusopatia precisam ser lidas junto com os sintomas.

Onde é feito o atendimento para quem mora em Saúde?

O atendimento acontece em dois locais. A primeira consulta e a nasofibrolaringoscopia são feitas no consultório da Rua Araguari 817, sala 99, em Moema, São Paulo. As cirurgias acontecem em seis hospitais credenciados da capital. A primeira conversa também pode ser por teleconsulta.

Cada etapa se organiza assim:

  • Consultório em Moema, São Paulo
    Avaliação com histórico completo, exame físico e nasofibrolaringoscopia para ver nariz e seios da face em tempo real, no mesmo dia.
  • Hospitais credenciados
    A cirurgia endoscópica nasossinusal é realizada em hospitais credenciados em São Paulo, com estrutura completa de centro cirúrgico.
  • Teleconsulta
    Disponível para o primeiro contato e para retornos, embora a nasofibrolaringoscopia exija presença.

Como a investigação da causa é feita na prática?

A investigação começa pelo histórico: há quanto tempo os sintomas duram, quantas crises por ano, quantos ciclos de antibiótico, como está o olfato e o sono. Em seguida vem a nasofibrolaringoscopia. As Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites determinam que o diagnóstico combina critérios clínicos, endoscópicos e de imagem, nunca um deles isolado.

A nasofibrolaringoscopia usa uma câmera fina que mostra a mucosa, o meato médio, a presença de secreção, de pólipos e de alterações do septo e dos cornetos. Quando necessário, entra a tomografia dos seios da face, solicitada preferencialmente fora da fase aguda. As mesmas diretrizes alertam que “24,7% a 49,2% das tomografias realizadas em indivíduos sem sintomatologia podem estar alteradas”, e que um exame endoscópico normal não exclui o diagnóstico. Detalhes do exame na página de nasofibrolaringoscopia.

Todo caso precisa de cirurgia de sinusite em Saúde?

Não. Um ensaio prospectivo randomizado com 90 pacientes, reproduzido nas Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites, comparou três meses de tratamento clínico com macrolídeo contra cirurgia endoscópica nasossinusal. Depois de um ano, os dois grupos melhoraram e não houve diferença entre eles, exceto no volume nasal. A classificação de evidência é Ib.

A cirurgia endoscópica nasossinusal, também chamada de sinusectomia ou FESS, costuma ser considerada quando os sintomas persistem por mais de 12 semanas, o tratamento clínico bem conduzido falhou por pelo menos três meses e existe achado estrutural que justifique.

Quando a cirurgia é indicada, a revisão de Terris e Davidson, com 1.713 pacientes, aponta melhora média de 91%, variando de 73% a 97,5%. No detalhamento: cerca de 60% com resolução completa dos sintomas, 28% com melhora parcial e 9% sem melhora ou com piora, além de 12% de necessidade de revisão cirúrgica e 1,6% de complicações maiores. Esses números descrevem populações estudadas e não previsão de resultado individual.

Você mora em Saúde? Saiba como chegar ao consultório em Moema, São Paulo

A partir de Saúde, na Sul, o consultório fica em Moema, São Paulo, na Rua Araguari 817, sala 99, Edifício Work Space Moema. O atendimento é com hora marcada e a nasofibrolaringoscopia é feita no próprio consultório, no mesmo dia da avaliação. A primeira avaliação também pode ser por teleconsulta, com o exame agendado em seguida.

Nariz que não desentope de vez

Secreção que escorre pela garganta

Sinusite que volta várias vezes por ano

Cheiro e paladar reduzidos

Cansaço ao acordar e sono ruim

Ciclos repetidos de antibiótico

Como agendar uma avaliação para sinusite crônica em Saúde?

A primeira consulta dura de 40 a 60 minutos e, quando indicado, já inclui a nasofibrolaringoscopia no mesmo dia. As quatro perguntas do formulário existem para que a Dra. Paula Liziero chegue à consulta conhecendo o seu histórico de sintomas e de tratamentos anteriores.

Quem trata sinusite crônica em Saúde, São Paulo?

Dra. Paula Liziero, MÉDICA

CRM-SP 194879 | RQE Nº 91058 | Otorrinolaringologia

A Dra. Paula Liziero é MÉDICA otorrinolaringologista, CRM-SP 194879 e RQE 91058, com 9 anos de atuação em respiração, nariz e sono. Atende no consultório da Rua Araguari 817, sala 99, em Moema, São Paulo, e opera em seis hospitais credenciados da capital.

Tem especialização internacional em rinoplastia preservadora nos Estados Unidos e curso de cirurgia nasal em Bordeaux, França, sempre com um princípio: a função vem antes da estética, porque o nariz precisa respirar antes de tudo. Perfil completo em sobre a Dra. Paula Liziero.

O consultório atende quem mora em Saúde e na Sul. A nasofibrolaringoscopia é feita no próprio consultório e, quando há cirurgia, o acompanhamento continua no pós-operatório.

Conteúdo revisado pela Dra. Paula Liziero (CRM-SP 194879, RQE 91058). Última atualização: agosto de 2026.

O que dizem os pacientes da Dra. Paula Liziero?

Avaliações públicas verificadas

Os relatos abaixo são avaliações públicas de pacientes e descrevem experiências individuais. Resultados variam de pessoa para pessoa e dependem do quadro clínico de cada um, conforme a Resolução CFM 2.336/2023, que exige sobriedade em depoimentos e veda promessa de resultado.

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Romario Peixoto profile picture
Romario Peixoto
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Profissional maravilhosa. Dra Paula me salvou. Fiz 2 cirurgias com ela, de remoção das amígdalas e desvio de septo, em dezembro do ano passado (2025) e hoje sou outra pessoa. Melhorou qualidade do sono,não tenho problemas respiratórios, não ronco mais e consigo respirar muitoooo melhor. Super recomendo. Profissional atenciosa, carinhosa, se preocupa com o paciente e altamente qualificada. Minha recuperação foi tranquila, sem complicaçoes e a cirurgia foi um sucesso. Só me arrependo de 1 coisa: Não ter conhecido a Dra Paula antes. Fiz a cirurgia no Hospital Edmundo Vasconcelos, mas ela tem consultório particular também, e super de fácil acesso (Moema). A equipe da Dra também é incrível, desde a secretaria (Vanessa) super atenciosa e responde rápido, a equipe médica que ajuda ela nos procedimentos. Nota 100000000 pra essa médica espetacular. Meu esposo vai fazer as mesmas cirurgias, e se recusa ser com outro profissional. Confiança total no trabalho dela sz
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João Marcos Máximo
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Cirurgia nariz/amígdala realizada com sucesso. Procedimentos explicados detalhadamente desde a primeira consulta até a alta médica. Agradeço toda a equipe médica.....em especial a Dra. Paula. Competência, profissionalismo, simpatia e cuidado humano que me deram em todas as consultas. Estive sempre em boas mãos!!!
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Cicero Junior
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Atendimento humanizado; gentil; resolutiva. Acessível no pós operatório e delicadeza nos procedimentos de limpeza. É aquela profissional que você gostaria de contar sempre que fosse preciso.
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Paulo Ross
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Passei por uma septoplastia com a Dra. Paula Liziero há alguns dias e só tenho a agradecer pelo cuidado que ela está tendo comigo, assim como pela atenção de toda a equipe envolvida na cirurgia. Apesar de ainda estar em recuperação, já estou extremamente feliz com os resultados. Só agora descobri o que é respirar de verdade e, certamente, terei uma melhor qualidade de vida daqui pra frente. Recomendarei sempre pela simpatia e pela excelência no trabalho!
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adriano carlos Queiroz
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Foi muito boa medica dedicada e atenciosa recomendo uma otima proficional
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Letícia Queiroz
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Dra. Paula é uma excelente profissional, capacitada, atenciosa, resolutiva e gentil. Fiz uma cirurgia do septo e cornetos com ela, há uns 15 dias, e tudo ocorreu maravilhosamente bem. Sou grata pelo atendimento e dedicação, tanto da Dra. Paula como da sua assistente Vanessa que também esteve disponível para me auxiliar com tudo.
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Beatriz Almeida Leao
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fiz meu procendimento com a doutora e falo que a primeira vez que respirei de verdade foi com 21 anos, sempre muito atenciosa, obrigada
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Gustavo Gimenes
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Muito atenciosa e sempre de prontidão! Dra maravilhosa!
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Janaina Cuban
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Dra Paula é uma profissional completa. Excelente Médica, empática, acessível. Muito atenciosa.
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Felipe Leite
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A Dr. Paula é uma profissional excepcional! Fiz a cirurgia de desvio de septo e foi muito bem sucedida. Fui muito bem tratado e acolhido. Deixo aqui o meu muito obrigado!

Onde as cirurgias de sinusite são realizadas para quem vem de Saúde?

Hospitais credenciados

Perguntas frequentes sobre sinusite crônica em Saúde

As doze respostas abaixo cobrem prazo de cronicidade, motivo da recorrência, critérios de cirurgia, corticoide injetável e leitura de tomografia. São informativas e não substituem a avaliação: cada caso é definido após consulta e exame com a Dra. Paula Liziero (CRM-SP 194879, RQE 91058).

Quanto tempo de sintoma define uma sinusite como crônica?

A rinossinusite é considerada crônica quando a inflamação do nariz e dos seios da face persiste por mais de 12 semanas. Abaixo de quatro semanas, o quadro é agudo. Entre quatro e doze semanas, é chamado de subagudo. Existe ainda a forma recorrente, definida por quatro ou mais episódios agudos no intervalo de um ano com resolução completa entre eles. Essa classificação vem das Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites e importa porque o tratamento muda conforme o grupo.

Por que a minha sinusite sempre volta mesmo depois do antibiótico?

Porque o antibiótico age sobre a infecção daquele episódio e não sobre o que a produziu. Os seios da face drenam por aberturas estreitas. Quando a mucosa está inflamada ou existe um fator estrutural, como desvio de septo, cornetos aumentados ou pólipos, essas aberturas se fecham, o muco fica retido e o ciclo recomeça. Enquanto essa causa não for identificada, as crises tendem a retornar. As Diretrizes Brasileiras registram que não existe estudo randomizado controlado por placebo demonstrando eficácia do antibiótico na forma crônica, na qual ele é considerado coadjuvante.

Sinusite crônica tem cura?

Depende do que está causando o quadro, e essa é a resposta honesta. Quando existe um fator estrutural corrigível, a correção pode encerrar o ciclo de crises. Quando o quadro é predominantemente inflamatório, o objetivo passa a ser o controle, e controle não é a mesma coisa que conviver sem tratamento: a diferença entre um quadro controlado e um quadro tolerado se mede em número de crises por ano e em ciclos de antibiótico por ano. O que define qual é o seu caso é a investigação, não o tempo que você já convive com o problema.

Preciso operar para tratar sinusite crônica?

Não necessariamente. A cirurgia endoscópica nasossinusal costuma ser considerada quando os sintomas passam de 12 semanas, o tratamento clínico bem conduzido falhou por pelo menos três meses, há impacto documentado na qualidade de vida e existe achado estrutural que justifique. Um ensaio randomizado com 90 pacientes, reproduzido nas Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites, comparou três meses de tratamento clínico com macrolídeo contra cirurgia endoscópica e, ao fim de um ano, não encontrou diferença entre os grupos, exceto no volume nasal. Isso significa que uma parte relevante dos casos responde bem sem operar.

Como é a cirurgia de sinusite e qual a recuperação?

A cirurgia endoscópica nasossinusal, também chamada de sinusectomia ou FESS, é feita por dentro do nariz, sem cortes externos, com endoscópio. O objetivo é restabelecer a drenagem e a ventilação dos seios da face. É realizada em ambiente hospitalar e, em muitos casos, com alta no mesmo dia. Nos primeiros dias há sensação de nariz entupido, secreção e desconforto, que costumam ser bem controlados com a medicação prescrita. A lavagem nasal frequente faz parte do protocolo pós-operatório e ajuda tanto na cicatrização quanto na manutenção do resultado. O tempo de retorno às atividades varia conforme o caso e a ocupação.

Quais são os resultados esperados da cirurgia?

A revisão de Terris e Davidson, reunindo dez estudos com 1.713 pacientes operados e reproduzida nas Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites, encontrou melhora média de 91%, com variação de 73% a 97,5%. No detalhamento: cerca de 60% relataram resolução completa dos sintomas, 28% melhora sem resolução completa e 9% resultado não satisfatório, sem melhora ou com piora. Cerca de 12% precisaram de revisão cirúrgica e complicações maiores ocorreram em 1,6% dos casos. Esses números descrevem populações estudadas e não previsão de resultado individual, que depende do quadro de cada pessoa.

Tomar injeção de corticoide para sinusite faz mal?

As Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites registram que os corticosteroides injetáveis atuam de forma mais rápida e têm facilidade posológica, mas não oferecem segurança no controle de reações adversas, além da falta de evidência científica para essa indicação. É comum que a injeção tenha sido oferecida como solução rápida em algum momento, e ela alivia mesmo, às vezes com retorno temporário do olfato. O ponto é que ela não trata o que causa o quadro, e por isso o problema retorna. Se você usa esse recurso com frequência, vale levar essa informação para a consulta, sem culpa: é uma prática difundida e o objetivo da avaliação é justamente sair do ciclo.

Minha tomografia deu alterada, isso é grave? E se deu normal?

A imagem isolada não fecha nem exclui o diagnóstico. As Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites registram que entre 24,7% e 49,2% das tomografias realizadas em pessoas sem sintomatologia podem estar alteradas, e também que um exame endoscópico normal não exclui rinossinusite. Termos frequentes em laudo, como espessamento mucoso, velamento parcial ou pansinusopatia, descrevem achados de imagem que só ganham significado quando cruzados com os seus sintomas e com o exame. Por isso a tomografia é solicitada preferencialmente fora da fase aguda, quando reflete melhor o quadro de base.

Rinite e sinusite são a mesma coisa?

Não, mas andam juntas com muita frequência. A rinite é a inflamação da mucosa nasal; a rinossinusite envolve também os seios da face. No estudo populacional de São Paulo, quem tinha diagnóstico médico de rinite apresentou prevalência de sinusite crônica de 15,14%, contra 3,44% de quem não tinha, o que corresponde a cerca de cinco vezes mais chance. Para asma, a associação também foi significativa. Na prática, tratar uma sem avaliar a outra costuma não resolver, e é exatamente por essa sobreposição de sintomas que o exame é necessário para diferenciar.

Quanto custa uma consulta particular para tratar sinusite em Saúde?

O valor da consulta é informado no agendamento e varia conforme o caso e os exames necessários, sem preço de tabela, porque cada situação é diferente. A primeira consulta com a Dra. Paula Liziero dura de 40 a 60 minutos e, quando indicado, já inclui a nasofibrolaringoscopia no próprio consultório. Esse tempo existe para investigar a causa com calma e explicar, com clareza, o que está acontecendo e quais são os caminhos. O consultório emite recibo e relatório para solicitação de reembolso ao seu plano de saúde.

Vale a pena pagar uma avaliação particular se já tentei de tudo?

Se você já investiu anos em alívio temporário (spray, antibiótico, corticoide que segura por algumas semanas), o que mais pesa não é o preço de uma consulta, é continuar sem saber o que está acontecendo. Uma avaliação que investiga a causa muda a conversa: em vez de tratar mais uma crise, ela mostra o que a produz. Nem todo caso é cirúrgico. Quando é, você entende o porquê antes de decidir. A decisão é sempre sua, com informação na mão.

A sinusite crônica atrapalha tanto assim ou eu estou exagerando?

Existe literatura que responde isso objetivamente. Avaliados pelo questionário SF-36, pacientes com sinusite crônica relatam mais dor corporal e pior funcionamento social do que pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, insuficiência cardíaca congestiva, diabetes insulino-dependente ou artrite reumatoide. Pela avaliação SNOT-20, três dos cinco sintomas de maior impacto na qualidade de vida não são nasais: fadiga, má qualidade do sono e cansaço ao acordar. Em números brasileiros do SNOT-22, quem não tem doença nasossinusal pontua em média 11,42, enquanto pacientes ambulatoriais com sinusite crônica e sem indicação cirúrgica pontuam 53,8. O cansaço que você sente tem explicação.

Sinais de alerta

Como saber se a sua sinusite deixou de ser um episódio isolado?

A sinusite deixou de ser episódio isolado quando os sintomas passam de 12 semanas ou quando as crises se repetem três ou mais vezes por ano. Os seis sinais abaixo, somados, descrevem o quadro crônico definido pelas Diretrizes Brasileiras de Rinossinusites (ABORL-CCF, 2008).

Nariz que não desentope de vez

Secreção que escorre pela garganta

Crises de sinusite que se repetem

Perda de olfato e de paladar

Cansaço ao acordar e sono ruim

Ciclos repetidos de antibiótico

Onde ler mais sobre nariz, sinusite e respiração?

Artigos revisados por médica

Os artigos abaixo tratam de sinusite crônica, rinite, desvio de septo e respiração, com sintomas, exames e opções de tratamento explicados em linguagem clara. Todo conteúdo é revisado pela Dra. Paula Liziero (CRM-SP 194879, RQE 91058) e traz as referências indicadas.